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O PMDB foi pioneiro no acolhimento das “alas femininas” já na década de 70, enquanto ainda era o MDB. Em 1985 foi criado o PMDB Mulher como projeto político do partido, tendo atuação efêmera e localizada. A primeira presidente foi a deputada estadual Ruth Escobar (PMDB-SP).

Dina Sfat, o ator Raul Cortez e a atriz e deputada estadual Ruth Escobar em comício das Diretas Já em 1984. Foto: Renato dos Anjos / Folha Imagem.

Igualmente fruto do reconhecimento ao movimento de mulheres que havia se mobilizado na campanha pelas Diretas-Já, um grupo de 40 mulheres do PMDB procurou o presidente eleito Tancredo Neves, obtendo dele a garantia da implantação de um órgão estatal para cuidar dos direitos da mulher. O compromisso foi mantido pelo Presidente José Sarney em 1985. A criação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher – CNDM foi o reconhecimento do Estado da situação de discriminação e marginalização das mulheres.

Fotos: Acervo CNDM

Sensível à necessidade de aumentar a atuação feminina, o PMDB provoca o ressurgimento do PMDB Mulher em 2002, com da Deputada Federal Elcione Barbalho (PA). A primeira Convenção Nacional acontece em 2004 e o movimento avança em organização e defesa de um ideário.

Nova Executiva é eleita em 2007 e o movimento se consolida em todos os Estados em quatro anos, elegendo suas principais bandeiras em 2008, apoiando o movimento de mulheres e participando do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, onde ajudou a construir plataformas feministas para as eleições de 2008 e 2010.

O avanço das mulheres se dá a passos lentos na ocupação do espaço público. A Lei 12034/2009, que estipulou o mínimo de 30 por cento de participação feminina nas disputas eleitorais, dez por cento de presença de mulheres no tempo de propaganda partidária e no mínimo cinco por cento de investimento do Fundo Partidário em programas de preparação e difusão do trabalho das mulheres partidárias, constitui grande conquista das bancadas femininas no Congresso Nacional. Entretanto, a sua aplicação exige a constante vigilância e monitoramento por parte de todas as mulheres, inclusive do PMDB.

Em 19 de dezembro de 2017, na Convenção Nacional do partido, o PMDB volta a usar o nome pelo qual surgiu e se tornou conhecido. Com a grande maioria dos votos dos convencionais – 325 favoráveis, 88 contrários e 27 votos em branco – o PMDB decidiu voltar a ser o Movimento Democrático Brasileiro e adotar a sigla MDB. O núcleo feminino passou, então, a se chamar MDB Mulher.